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O dia de Potsdam


 

O primeiro Reichstag da Revolução Nacional reúne-se em Potsdam, naquele lugar sagrado, a Igreja da Guarnição, onde descansam os restos do grande Rei Frederico.

A democracia convocou seu primeiro Reichstag em Weimar, assim como fez da bandeira negro-vermelho-ouro, que uma vez foi a bandeira da unidade alemã, a bandeira da sua revolução. Profanou desta maneira, Weimar e seu espírito, através de sua chamada Assembléia Nacional.

A Revolução Nacional no entanto, pronunciou-se conscientemente por aquele Estado e por aquele Rei que declarou que ele era o primeiro servidor do Estado, que elevou o conceito genuinamente nacional-socialista "a cada qual o seu", à máxima suprema.

A Revolução Nacional-Socialista pronunciou-se pela tradição, pelo heroísmo e pela grandeza.

Ela foi a Potsdam.

O dia 21 de março é um verdadeiro dia de pré-primavera, frio com pouco verde e onde, apesar do vento e restos da neve, brilha triunfante o sol.

Desde os albores do dia, fluem às ruas, de todos os lados, as massas humanas. E hora após aumenta a multidão.

Cada trem traz milhares; pelas estradas acima, um veículo atrás de outro. Centenas de milhares querem saudar o Führer, o Presidente do Reich, o Governo, o velho Exército, as Divisões de Assalto.

Não existe uma casa que não esteja embandeirada, que não esteja adornada com o verde do abeto e das coroas.

Grandes bandeiras tremulam das casas, se agitam, transparentes; toalhas e valiosos tapetes pendem das janelas.

 

Centenas de milhares de pessoas acudiram ao solene ato estatal de 21 de março de 1933, em Potsdam.

 

Por volta do meio-dia começam a tocar todos os sinos e sob este repique, o automóvel do Chanceler entra em Potsdam. Os deputados se transladam à esplêndida igreja barroca, a Igreja da Guarnição, a qual encerra uma grande parte do destino prussiano e alemão.

A clara luz solar se filtra através das janelas. Somente ressoam as notas do órgão na nave, enquanto os representantes do Reichstag alemão fazem sua aparição na igreja.

Em seguida entra o Presidente do Reich e reverentemente todos se põem em pé.

Atrás dele, Hitler, Goebbels, Göring, Seldte, Papen, o Governo do Reich todo ... Quando o Feldmarschall e os ministros tomam assento, o coro da catedral berlinense entoa alegremente "Agora minha alma exalta ao Senhor". Luminosas e carregadas de glória as bandeiras dos regimentos do Grande Frederico contemplam a cena desde as galerias.

O Presidente do Reich fala.

Profunda e grave é sua voz. Convoca o Governo e os deputados para uma tarefa redentora.

"Difíceis e múltiplas são as incumbências que tendes, Senhor Chanceler, pela frente ..."

As palavras do Presidente transmitem uma grande segurança e a confiança de que este Chanceler saberá superar as difíceis e múltiplas incumbências.

Hitler responde.

Se encontra de pé no meio da igreja, por trás do pequeno púlpito dourado coberto de veludo. Seu rastro demonstra grande seriedade, parece esculpido em granito. Suas mãos descansam sobre o púlpito. Rapidamente traça um quadro da Alemanha de forma tão penetrante e forte que oprime os corações de todos, como se estivessem naquela mão que se apeia no púlpito.

Fala da Alemanha que todos conhecem, pobre, desonrada, destruída, atraiçoada e, mesmo assim, com uma fé inaudita em si mesma e em seu futuro.

Fala da história de dois milênios, na qual o destino do povo caiu na miséria, justamente quando havia chegado no auge do poder e da grandeza estatais, quando seus primeiros sonhos principiaram a realizar-se.

Como golpes de um martelo caem as palavras do Chanceler.

 

Hitler e Papen a caminho da Igreja da Guarnição, em Potsdam, 21 de março de 1933.

 

Em poucas frases traça o esboço de Bismarck, do homem e de sua obra, assinalando que nesta época de brilho inicia-se novamente o processo de desintegração a partir de baixo, pela ação do marxismo e da luta de classes. E logo se refere à guerra. Revelando-se em toda sua grandeza, Hitler destrói ali, naquele lugar de honra e tradição, a mentira da culpabilidade alemã no desencadeamento da guerra.

"Nem o Kaiser, nem o Governo, nem o povo quiseram esta guerra. Somente a desintegração da Nação, a derrota geral, forçaram uma geração débil - cotrra seu próprio sentimento e contra a mais sagrada convicção - a aceitar a afirmação de nossa culpabilidade na guerra".

Magistralmente prossegue a estruturação do discurso. Descreve a terrível época dos últimos 14 anos e culmina com a solene promessa do Governo do levante Nacional. Cada parágrafo encerra uma granítica dureza e inicia com um enfático "Queremos", e, não fosse pelo fato de se encontrarem numa igreja, o ato terminaria em ovações de alegria:

 

"Queremos restaurar os eternos fundamentos de nossa vida: nossa nacionalidade e as forças e valores que lhe tem sido outorgados.

Queremos submeter novamente a organização e a condução de nosso Estado sob aqueles fundamentos que em todos os tempos foram a condição de grandeza dos reinos.

Queremos cultivar com humilde veneração a grande tradição de nosso povo, sua história e sua cultura, como fonte inesgotável de uma verdadeira força interior e instrumento necessário de renovação em épocas turbulentas.

Queremos associar a confiança nos fundamentos sãos, justos por natureza, que regem a existência, com sua adequação constante à evolução política interior e exterior.

Queremos instalar, no lugar da eterna vacilação, a firmeza de um governo que, desta maneira, dotará outra vez o nosso povo de uma autoridade inamovível.

Queremos instalar o primado da política, cuja finalidade é organizar e dirigir a luta pela existência da Nação.

Queremos captar todas as forças realmente vivas do povo como fatores de sustentação do futuro alemão. Nos esforçaremos honestamente para incorporar aqueles seres de boa vontade e em anular aqueles que tratam de causar danos ao povo.

Queremos constituir uma verdadeira comunidade das linhagens alemãs, das condições, das profissões e das, até agora, classes. Em lugar de camponeses, burgueses e trabalhadores, voltaremos a formar um povo alemão.

Por todos os tempos, este há de tomar livremente em custódia nossa fé e nossa cultura, nossa honra e nossa liberdade.

Ante o mundo sustentamos que nós, pesando os sacrifícios da guerra passada, queremos sinceramente ser amigos de uma paz que finalmente há de sarar as feridas que em todos ainda sangram.

O governo está decidido a cumprir a missão que assumiu ante o povo alemão. Por isso se apresenta frente ao Reichstag alemão com o fervente desejo de encontrar no povo o apoio para a realização desta missão. Que VÓS, homens e mulheres, como representantes do povo, eleitos por ele, saibais captar o espírito da época para colaborar na grande obra de reconstrução nacional".

 

"Queremos dar a paz ao povo". O solene ato estatal de 21 de março de 1933, em Potsdam.


E agora o Chanceler fala sobre o Feldmarschall, do Ekkehard do povo alemão.

Com grandeza, calor e sensibilidade, o Cabo da Guerra Mundial agradece a seu Marechal de Campo. Assim se dirige o Chanceler do povo ao Presidente do Reich:

"Diante de nós se encontra uma cabeça anciã. Nos colocamos de pé ante o Sr., Generalfeldmarschall". (Um amplo gesto acompanha estas palavras, a igreja se levanta em uníssono e os olhos se dirigem aos dois homens que se encontram lá em baixo, cujos olhares se encontram, escutando como Hitler, cheio de profunda admiração, descreve resumidamente a vida e os feitos do Presidente do Reich, em cuja mão depositou seu juramento em 30 de janeiro).

"Hoje. senhor Feldmarschall. a Providência lhe permite ser o protetor do novo ressurgimento de nosso povo. Sua maravilhosa vida é para nós o símbolo da força indestrutível da Nação Alemã. Assim hoje Ihe agradece a juventude do povo alemão, e com ela nós todos, o vosso apoio à obra de Reconstrução Nacional, o que consideramos como uma bênção.

Que a Providência outorgue a nós, os homens que lutamos pela liberdade e a grandeza de nosso povo, aqui, ao pé do mausoléu de seu maior Rei, aquele valor e aquela perseverança que neste recinto sagrado para todo alemão sentimos em nossa volta".


O Führer concluiu sua fala.

Com profunda emoção o Presidente do Reich lhe estende a mão. Profundamente se inclina o Chanceler do povo ante a branca cabeça do Feldmarschall.

Este aperto de mão santifica - cada um o sente assim - o Novo Reich com a bênção de uma tradição milenar.

Em seguida ressoam energicamente no exterior, em frente à igreja, as vozes de comando. E as tropas desfilam diante de seu comandante supremo, saudadas por estrepitosos gritos de Heil! Como forjada em uma única peça, aproxima-se o Reichswehr. As grandiosas bandeiras da Guerra Mundial tremulam ao vento. Parados lado a lado se encontram o Chanceler e o Presidente do Reich. Em continuação, passam os intermináveis batalhões das SA, da SS e do Stahlhelm e de todos os grupamentos que têm direito a desfilar neste dia diante de seus dirigentes. Em seguida o fazem a Hitlerjugend e o Jungstahlhelm (Organização juvenil do movimento Capacetes de Aço - N. do T.) . É um quadro maravilhoso.

Todo povo, através de seus melhores, se juramenta ao Novo Estado.

No mesmo dia o Reichstag celebra sua sessão inaugural, no recinto da Ópera Kroll, que foi adaptada para o evento.

Imediatamente após a conquista do Reich, AdoIf Hitler inicia a sua transformação.

Unicamente um regime liberal pôde aceitar que a divisão da Alemanha em pequenos estados, chegasse a estágio de barganhas partidárias, da mesma maneira que em outras épocas se constitui em instrumento da lutas dinásticas.

Somente num estado liberal era concebível que em um land (Estado provincial. N. do T.)  se realizasse uma política diferente e até oposto à de seu vizinho. Que a Prússia, por exemplo, tivesse um gabinete decididamente marxista e que contrariava de forma permanente o governo do reich.

Ainda que o nacional-socialismo tenha obtido certas vantagens através deste inadmissível estado de coisas, enquanto ainda se encontrava na oposição e teve de servir-se da luta parlamentar, mesmo assim não pensou jamais, sob nenhuma circunstância, considerar, como um compromisso, a manutenção de semelhante absurdo.

A primeira coisa que deve ser saneada é a estrutura política do Reich, antes de abordar os demais aspectos. Nesta concepção se baseava a incipiente reconstrução do Reich. E Adolf Hitler reordenou o sistema político num tempo surpreendentemente breve. Suas primeiras ações estiveram orientadas exclusivamente para este campo, para restaurar finalmente a estabilidade e a unidade da máquina política, sem as quais não se pode levar avante a reconstrução econômica, cultural e moral.

Nenhuma lei causou tão profunda impressão, tanto no interior quanto no exterior, do que a da coordenação dos Länder e a nomeação dos Raichstatthalter (Lugar-tenentes do Reich - N. do T.).

Imediatamente ficou evidente que o Movimento Nacional-Socialista tinha a força necessária para realizar a união do Reich, basicamente porque através do Movimento, através de suas lutas, sofrimentos e esforço, já haviam sido plantados os pressupostos para tal. E, da mesma forma, era insensata a contraposição de situações, como era insensata a rivalidade e oposição entre os estados provinciais. Assim como no Movimento não existia uma SA prussiana ou do Estado de Anhalt, nem oldenburguesa ou bávara, senão somente uma SA alemã, do mesmo modo o Reich Nacional-Socialista reconhecia unicamente alemães e uma vontade uniforme alemã, que haveria de fazer-se efetiva até a menor célula estatal, desconhecendo outra vontade além desta.

 

O Führer.

 

De modos que a coordenação dos Länder, ainda que lógica e natural, depois de tão intermináveis e longos anos de antagonismo e discórdia, provocou particular alegria na Alemanha. O fato foi que o povo entendeu de imediato que havia começado a concretizar-se uma esperança milenar, cuja plasmação até então sempre havia sido impedida pelo destino: o sonho de virem todos os alemães a viver sob um único Reich unitário.

As dietas (Assembléias políticas estaduais, parlamentos provinciais - N. do T.)  dos länder - com exceção da Prússia, renovada juntamente com o Reichstag - foram dissolvidas. Porém não se procedeu à realização de eleições, tendo sua nova composição se baseado nos sufrágios obtidos em cada land durante a última eleição para o Reichstag.

Desta maneira foram poupados custos desnecessários obtendo-se, mesmo assim, uma imagem exata e uniforme da opinião popular.

Meses mais tarde, por ocasião da grande eleição para o Reichstag de novembro de 1933, os parlamentos provinciais desapareceram definitivamente.

Os lugar-tenentes do Reich, propostos pelo Chanceler e designados pelo Presidente, passam a ser os condutores da política nos länder. Eles são os encarregados de designar os governos provinciais, sendo os responsáveis exclusivos perante o Reich. Não são mais os parlamentos e as coalizões que manobram em função de seus interesses particulares e contra o bem estar do Reich, porém é este que designa aos länder seus ministros administrativos.

Estes ministros igualmente não estão livres, ao bel-prazer das dietas: são responsáveis ante o lugar-tenente, o qual, enquanto considere capaz e idôneo a um ministro, o manterá no cargo.

Assim fica assegurada em toda a parte a enérgica aplicação do poder do Reich. Torna-se impossível, em conseqüência, a possibilidade de formação de uma coalizão de Länder contra a autoridade da Nação. O Reich governa e - pela primeira vez na história - seus interesses podem ser representados em toda a comunidade, sem necessidade de se recorrer a árduas negociações, evitando urna enorme cadeia de instâncias, entorpecimentos e o[complicações.

Um grande, um formidável passo foi dado. Nunca mais potências estrangeiras poderão abrigar a esperança de beneficiar-se da rivalidade entre os länder e os troncos étnicos alemães.

No grande Dia da Vitória do Partido, nos primeiros dias de setembro de 1933, o Führer e Chanceler do povo, com razão, pode assinalar que o Movimento de Libertação Alemão Nacional-Socialista não é o mantenedor dos länder, mas o fator de sua dissolução, pois por seu intermédio as barreiras existentes entre os estados, há mais de um século e meio, tornam-se inócuas e sem razão de ser.

Um partido que somente reconhece concidadãos alemães, só pode conceber um Estado popular alemão, indivisível, uniforme, um único Terceiro Reich Alemão.

A alegria que se seguiu a estas palavras, a alegria com que foram recebidas as primeiras leis a este respeito, confirmou também no âmbito popular o acerto destes princípios da política nacional-socialista e da sua cosmovisão.

Os mais respeitados Gauleiters e pioneiros do Movimento, em seu caráter de lugar-tenentes do Reich, são os portadores da vontade deste.

O próprio Hitler tomou para si o encargo de Lugar-tenente do Reich na Prússia.

É precisamente nas posições-chave onde se revela, inequívoca, a estreita interpenetração entre Partido e Estado.

 

Já cedo treina...

...aquele que quer chegar a ser mestre.

 

 

O 1º de Maio

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